Hacktivistas vazam dados de contratos sigilosos do Departamento de Segurança Interna dos EUA

Invasão expõe parcerias entre governo e gigantes da tecnologia

Um grupo de hacktivistas conhecido como "Departamento da Paz" afirmou ter invadido sistemas do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos. O ataque resultou no vazamento de documentos que detalham contratos entre o governo, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e mais de 6.000 empresas privadas, incluindo nomes de peso como Microsoft, Oracle, Palantir e Raytheon.

Motivação Política e Social

Os responsáveis pelo ataque justificaram a ação como um protesto contra a violência estatal e as políticas migratórias. Em um documento que acompanha o vazamento, os hackers mencionaram as mortes de manifestantes em Minneapolis por agentes federais como o principal gatilho para a invasão. Segundo o manifesto do grupo:

"Estou divulgando isso porque o DHS está nos matando e as pessoas merecem saber quais empresas os apoiam e no que estão trabalhando."

Detalhes do Vazamento e Empresas Envolvidas

Os dados teriam sido extraídos do Escritório de Parcerias Industriais, setor do DHS que gerencia a aquisição de tecnologias do setor privado. As informações, que agora estão disponíveis em um site de busca organizado por pesquisadores de segurança, incluem:

  • Nomes das empresas contratadas;
  • Valores totais dos contratos concedidos;
  • Informações de contato de executivos, como e-mails e números de telefone.

Entre os contratos de maior valor financeiro revelados, destacam-se a Cyber Apex Solutions, com US$ 70 milhões destinados à segurança de infraestrutura crítica, e a Science Applications International Corporation (SAIC), com US$ 59 milhões voltados para serviços de Inteligência Artificial. A Underwriters Laboratories também figura na lista com um contrato de US$ 29 milhões para inteligência de mercado e certificações.

Impacto nas Operações de Imigração

O vazamento traz à tona a infraestrutura tecnológica que sustenta as polêmicas campanhas de deportação em massa e vigilância nos EUA. Empresas como a Palantir têm sido alvo de críticas constantes por fornecerem as ferramentas necessárias para a identificação e detenção de imigrantes em condições frequentemente descritas como desumanas por organizações de direitos humanos. Até o momento, o DHS e o ICE não se manifestaram oficialmente sobre a extensão do incidente de segurança digital.

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