Casas Bahia e Ponto Frio agora compram smartphones usados

A recompra de smartphones usados começou a se tornar tendência no mercado brasileiro. O método é simples: ao comprar um celular novo, você pode entregar o seu antigo para a mesma loja como parte do pagamento e assim conseguir um bom desconto.

Nesta sexta-feira, 17, duas das maiores varejistas do Brasil aderiram ao movimento. Em diversas das suas lojas físicas, Casas Bahia e Pontofrio agora aceitam o smartphone ou tablet usado do cliente como parte do pagamento em um novo produto da mesma categoria. A ação é feita em parceria com a Brightstar, líder no setor de recompra de aparelhos.

No caso da Casas Bahia, o sistema também será adotado online. Os smartphones ou tablets devem estar funcionando normalmente (isto é, devem ser capazes de ligar e desligar) e ser de procedência legítima – ou seja, comprados em uma loja confiável, com direito a nota fiscal. A recompra também só vale para celulares adquiridos no Brasil.

Não há restrição quanto ao estado físico dos aparelhos. Tanto Casas Bahia quanto Pontofrio prometem avaliar o produto oferecido para recompra mesmo que estejam com danos aparentes, como a tela riscada ou trincada. A loja então calcula o valor do dispositivo com base nesses atributos e apresenta ao cliente quanto está disposta a pagar nele.

O serviço começa a funcionar em lojas selecionadas das duas empresas, mas deve chegar a 970 pontos físicos até o fim de março. O valor máximo do desconto que as lojas se propõem a oferecer na compra de um celular usado é de R$ 2.200.

Facebook vai tentar assumir a sua TV

O Facebook está prestes a fazer uma grande aposta para fazer com que os vídeos se tornem efetivamente uma parte destacada dentro do seu ecossistema — algo que a companhia vem tentando há anos.

Uma reportagem do Wall Street Journal afirma que a rede social está desenvolvendo um aplicativo que levará os vídeos publicados por lá para as TVs inteligentes. O Facebook também quer ser capaz de hospedar conteúdo mais profissional, o que ajudaria a companhia a abocanhar parte do mercado publicitário focado em televisão.

Faz tempo que o Facebook vem investindo em vídeos com iniciativas como lançar plataformas para transmissões ao vivo e copiando o Snapchat de todas as formas. Essa é uma aposta necessária, porque a própria empresa previu que a partir deste ano sua receita publicitária tende a diminuir, já que não há mais espaço para colocar anúncios no feed de notícias.

O Facebook tem conversado com empresas de mídia para incentivá-las a criar material exclusivo e que tenha mais de 10 minutos de duração — programas roteirizados, ligados a esporte ou entretenimento. Além disso, a companhia também tenta licenciar programas que são transmitidos atualmente na TV.

O diferencial em relação a outras iniciativas similares (o Facebook tem uma parceria com a Roku que leva a rede social para TVs) é que esse aplicativo seria totalmente centrado em vídeo; não será possível postar ou conferir fotos, por exemplo, ele seria uma espécie de YouTube.

WhatsApp vai permitir acompanhar localização de contatos em tempo real na nova atualização

OMG! Parece que o WhatsApp vai ganhar uma atualização que permite ver a localização de seus amigos em tempo real! Isso mesmo, gente, é aquele recurso onde é possível acompanhar todos os “passos” de seus contatos, minuto a minuto.

Segundo o WABetaInfo, perfil no Twitter que adianta as novidades que estão sendo testadas no aplicativo, a ferramenta é chamada de Live Location Tracking (Rastreamento de Localização Ao vivo) e faz parte das atualizações beta do serviço de troca de mensagens, nas versões 2.17.3.28 para iOS e 2.16.399 para Android.

De acordo com informações do perfil, será possível enviar trajetos em um grupo e ativar o rastreamento de localização ao vivo por um tempo limitado, sendo as opções de um, dois e cinco minutos, ou por um período ilimitado, se a pessoa desejar. Essa ferramente, no entanto, vem desativada nas configurações padrões do aplicativo para evitar a exposição da privacidade de seus usuários. Ao que tudo indica, ainda dá pra escolher quais contatos podem ver suas localizações.

Já dá pra enviar uma localização específica no Whats, mas agora será possível acompanhar a location de seus amigos em tempo real, tipo quando você espera um carro nesses aplicativos de carona e acompanha a chegada do motorista ao seu local. Agora vai dar pra pegar aquele amigo que sempre diz “estou a caminho”, mas na verdade tá deitado na cama… kkkkkk!

Se por um lado isso afeta a privacidade, por outro, facilita o compartilhamento de trajetos e aumenta a segurança, já que você consegue acompanhar a localização de uma determinada pessoa em tempo real. Ainda não há informações se dá pra compartilhar o rastreamento com apenas uma pessoa, nem sobre quando o recurso estará disponível para os usuários que não são beta. Legal, né?!

Emissoras de televisão aberta se unem à Netflix contra operadoras de TV paga

A richa entre Netflix e as operadoras de TV por assinatura deve se acirrar nos próximos tempos. Segundo a coluna do jornalista Ricardo Feltrin, a Simba, empresa formada por SBT, Record e RedeTV negocia com a Netflix a concessão de seus conteúdos próprios para distribuição por streaming na plataforma.

O acordo teria como objetivo ferir as empresas que comandam o mercado de TV paga no Brasil. As emissoras de TV aberta que formam a Simba estão insatisfeitas com o fato de que as operadoras não querem pagar para transmitir seu sinal HD, mesmo que eles estejam inclusos em pacotes pagos.

Assim, o acordo com a Netflix parece natural. A empresa americana tornou-se altamente popular com o público brasileiro nos últimos tempos com seu serviço de streaming de filmes e seriados. O acordo com a Simba traria mais da programação da TV aberta nacional para a plataforma, incluindo novelas, programas jornalísticos e outros programas.

Não só isso: o acordo também seria uma cutucada direta nas empresas de TV por assinatura, que, em geral, são vinculadas a grandes empresas de telefonia e internet. Há tempos as companhias pressionam o governo por uma forma de tributar a Netflix, que oferece seus serviços ocupando grandes quantidades de banda sem pagar por isso, se apoiando justamente na infraestrutura das empresas de telefonia para competir com as empresas de TV paga. Estima-se que as operadoras perderam 1 milhão de clientes desde 2015 justamente graças à Netflix.

A Simba também teria como objetivo negociar a distribuição de seu conteúdo por meio do serviço de streaming da Amazon, que recentemente também foi aberto ao público brasileiro.

Via Ricardo Feltrin

Inteligência artificial é capaz de identificar câncer de pele tão bem quanto um humano

Graças aos recentes avanços em inteligência artificial e aprendizado de máquina, em breve poderemos ter o nosso próprio “médico de bolso” — além, é claro, de podermos continuar vencendo secretamente jogadores profissionais de Go online.

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, treinaram um algoritmo de reconhecimento de imagem que conseguiu ser tão eficiente em identificar certos tipos de doenças de pele quanto um dermatologista bem treinado.

Foram utilizadas mais de 129 mil fotos de lesões de pele associadas a mais de 2 mil tipos de doenças diferentes para treinar um algoritmo de reconhecimento de imagens criado pelo Google. Depois, os pesquisadores apresentaram novas imagens do mesmo tipo para 21 dermatologistas avaliarem, indicando o tipo de doença e o melhor tratamento.

Nos resultados preliminares, em pelo menos 91% dos testes, os pesquisadores descobriram que a inteligência artificial foi capaz de igualar ou, em alguns casos, até exceder a performance dos diagnósticos dos médicos. Segundo reportagem do New Scientist, a tecnologia poderia ser aplicada em aplicativos de smartphones para auxiliar em diagnósticos preliminares para pessoas que não possuem acesso a planos de saúde.

Apesar de já existirem aplicativos do tipo, um estudo de 2013 mostrou que, dos quatro apps testados, três classificaram de forma errada cerca de 30% dos melanomas avaliados. No entanto, os estudos com os diagnósticos realizados pela IA ainda estão em fase preliminar e, de acordo com os pesquisadores, a tecnologia ainda não foi testada de maneira prática fora do ambiente acadêmico.

Com informações: Engadget

Facebook Stories coloca um clone Snapchat acima do News Feed

Instagram colocar um dente em Snapchat, colocando sua própria versão de Snapchat Stories sobre seu feed, e agora Facebook está fazendo o mesmo. Hoje o Facebook lançou Facebook Stories na Irlanda em iOS e Android, com planos de trazê-lo para mais países nos próximos meses. O recurso permite compartilhar fotos e vídeos efêmeros em uma apresentação de slides que desaparece 24 horas depois. Os círculos pequenos para ver as histórias de Facebook dos amigos aparecem em seu aplicativo principal acima do feed para que você não pode perdê-los.

Aqui está uma demonstração mostrando como funciona o Facebook Stories:

Por que outra tentativa de copiar o Snapchat quando o Facebook já tem um recurso de câmera cheia de máscaras selfie, Instagram Stories e a nova câmera do Messenger também? A empresa diz TechCrunch:

“Facebook tem sido o lugar para compartilhar com amigos e familiares, mas a forma como as pessoas compartilham está mudando de maneiras significativas. A maneira como as pessoas compartilham hoje é diferente de cinco ou mesmo dois anos atrás – é muito mais visual, com mais fotos e vídeos do que nunca. Queremos tornar rápido e divertido que as pessoas compartilhem fotos e vídeos criativos e expressivos com quem quiserem, sempre que quiserem “.

Enquanto o Facebook tentou empurrar outros copiadores do Snapchat, eles normalmente viviam em aplicativos separados como Poke e Slingshot, ou como características enterradas por trás do News Feed, como sua câmera renovada. Mas agora será impossível usar o Facebook sem estar exposto às histórias do Facebook. E se há um espaço para mostrar na frente de amigos, as pessoas vão usá-lo.

Uma questão será como o Facebook lida com Stories no desktop. Enquanto a maioria dos usuários depende de dispositivos móveis para se conectar à rede social, pode ser estranho se eles não podem assistir Stories em seu computador.

O fato de que Histórias Instagram subiu para 150 milhões de usuários diários em apenas 5 meses usando exatamente este mesmo formato sugere que Facebook Stories poderia provar popular também. O Facebook criou um recurso semelhante ao da Stories chamado Quick Updates e testou-o em julho, mas em agosto disse que não o lançaria. Aparentemente, o sucesso do Instagram Stories mudou de idéia, e isso pode causar problemas para o próximo IPO do Snapchat.

Mesmo se puder manter sua base de usuários norte-americana, a invasão do espaço pelo Facebook poderia impedir que o Snapchat crescesse, especialmente internacionalmente. Se você pode obter funcionalidade semelhante em um lugar conveniente sem ter que reconstruir um gráfico de amigo, algumas pessoas ficarão felizes em se contentar com um clone.

Fonte: TechCrunch

Amazon lança serviço de assinatura para brinquedos STEM

A Amazon anunciou hoje um novo programa de assinatura dirigido aos pais chamado STEM Club, que oferece brinquedos educativos para sua casa por US $ 19,99 por mês. O varejista diz que vai mão-escolher quais os brinquedos são enviados, e irá garantir que os itens são adequados à idade. E por “STEM”, naturalmente, a Amazon significa que os brinquedos serão focados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

No entanto, o programa de assinatura não incluirá apenas qualquer brinquedo STEM, mas sim apenas aqueles que foram lançados recentemente ou aqueles que são exclusivos da Amazon.

Para inscrever-se, os pais visitam a página inicial do STEM Club e, em seguida, selecionam a faixa etária do seu filho (3-4, 5-7 ou 8-13). O primeiro brinquedo chegará em menos de uma semana com frete grátis. A partir desse ponto, um novo item chegará mensalmente. O serviço só está disponível nos EUA, as notas do site.

Esta não é a primeira tentativa da Amazon de destacar os brinquedos STEM em seu site. Em 2015, o varejista lançou o STEM Toys & Games Store como um destino para a navegação através deste tipo de produto em uma área dedicada.

Claro que, para a Amazon, o lançamento da nova loja não era tanto para tentar acender mentes jovens e incentivar a aprendizagem, mas para capitalizar melhor o interesse dos pais na tendência do brinquedo STEM, a fim de impactar a própria linha inferior da Amazon. Na época, os brinquedos STEM eram a segunda seção mais visitada e tinham visto o maior volume de vendas durante as férias anteriores.

Da mesma forma, o interesse da Amazon em lançar um serviço de assinatura para esses brinquedos também é motivado por ser capaz de capturar um fluxo de receitas recorrentes. Tal como o seu programa “Subscrever & Guardar”, a esperança é que o novo serviço de subscrição irá incentivar uma espécie de “definir e esquecer” mentalidade entre os compradores.

Mas se os pais vão se inscrever em primeiro lugar continua a ser visto. Afinal – eu não sei sobre você – mas certamente temos brinquedos suficientes por aqui. Eu não posso imaginar querendo receber um mais a cada mês.

Skynet é você? Inteligência artificial já é capaz de criar outras IAs melhor que humanos

Pesquisadores de aprendizado de máquina estão desenvolvendo inteligências artificiais capazes de criar outras IAs de modo melhor e mais avançado do que as criadas por humanos. Ou seja: a Skynet está realmente cada vez mais próxima. Ou quase isso.

É o que diz um artigo publicado no MIT Technology Review nesta semana. De acordo com o texto, pesquisadores do Google Brain, divisão da gigante de buscas que trabalha com desenvolvimento de inteligência artificial, fizeram um software que criou um sistema de aprendizado que, ao ser testado contra uma plataforma que avalia a capacidade de processamento de linguagem, demonstrou ser superior a qualquer sistema criado diretamente por humanos.

Outros grupos de pesquisadores também apresentaram, nos últimos meses, progressos significativos nessa mesma área: fazer softwares de aprendizado de máquina desenvolverem outros softwares de aprendizado de máquina. Cientistas de lugares como o próprio MIT, Universidade da Califórnia, Berkeley e da DeepMind, outra companhia de pesquisa em IA do Google, estão trabalhando ativamente em projetos semelhantes.

Mas se os próprios programas de inteligência artificial estão criando outros programas de IA, como ficam os empregos dos desenvolvedores destes mesmos softwares? De acordo com Jeff Dean, líder das pesquisas do Google Brain na área, no futuro esse tipo de tecnologia realmente poderá substituir esses trabalhadores, mas com pelo menos um efeito positivo: eles estariam livres para trabalhar em funções mais importantes do que em tarefas mais comuns e laboriosas, como treinar os sistemas de inteligência com grandes volumes de dados. Atualmente, apesar do interesse das empresas e dos grandes investimentos na área, a mão de obra especializada ainda é escassa (e cara).

Mas, por enquanto, essa situação ainda está longe de tornar-se realidade. Por estar nos estágios iniciais de desenvolvimento, a automatização do aprendizado de máquina exige enorme poder de processamento. No teste do Google Brain, por exemplo, foram necessários 800 processadores gráficos trabalhando em conjunto — o que também torna esse tipo de pesquisa extremamente cara.

No entanto, especialistas estão otimistas com os avanços das pesquisas. Conforme a tecnologia for se tornando mais prática, ela poderá acelerar o tempo de desenvolvimento de novos produtos que incluem inteligência artificial.

Para o pesquisador do MIT Otkrist Gupta, esse é um investimento que vale a pena. “Aliviar a carga [de trabalho] sobre os cientistas de dados é uma grande recompensa”, disse em entrevista ao MIT Technology Review. “Isso pode torná-los mais produtivos, criar modelos melhores, e torná-los livres para explorar ideias de alto nível”.

Mas será que a humanidade vai conseguir acompanhar e se adaptar aos impactos e transformações que essas tecnologias certamente causarão na sociedade (ou, pelo menos, antes de a Skynet dominar o mundo)?

Fonte: Tecnoblog